Depois dos EUA, Bandora entra no Qatar. Depois “facilmente entramos nos EAU, na Arábia Saudita, no Egito”

Published on October 27, 2025

Startup nacional, que ajuda os edifícios a serem mais inteligentes com poupança de energia, é uma das cerca de 30 de todo o mundo selecionadas para participar no TASMU Smart Qatar. Prepara nova ronda. 

Quando o foco da Bandora estava na expansão nos Estados Unidos, “há oportunidades que não devemos perder quando surgem”. A oportunidade? A entrada no Médio Oriente, no Qatar, através de um programa de aceleração promovido pelo Governo local.

A startup portuguesa, que ajuda os edifícios a serem mais inteligentes com poupança de energia, é uma das cerca de 30 de todo o mundo selecionadas para participar no TASMU Smart Qatar, um programa do governo que pretende atrair investimento e inovação para o território.

“Ter o selo de aprovação do próprio Governo não é meia porta, é porta escancarada totalmente para entrar no mercado. É crucial”, afirma Márcia Pereira, fundadora e CEO da Bandora. “Conseguindo entrar e expandir, facilmente depois entramos nos Emirados Árabes, na Arábia Saudita, no Egito e por todos aqueles países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). Mas os Estados Unidos continuam a ser a nossa primeira e prioridade número um.” Plano é entrar na região com solução no retalho, mas já a lançar sementes para poder estender a atividade aos data centers.

A startup já está a preparar a sua próxima ronda de investimento, apontando para uma seed plus ou série A para alimentar os seus planos de expansão.

E a CEO deixa um alerta à navegação do ecossistema. “Estou em vários eventos com startups e com fundadores estrangeiros, e este é um tema [os vistos]. Ou perderam os seus vistos, ou não conseguem ter o seu visto, e têm que regressar para os seus países de origem e não faz sentido. Atrair pessoas com este nível salarial pode fazer movimentar muito mais a economia”, recomenda.

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