A Universidade como cérebro inquieto da sociedade, por Bruno Gonçalves

Publicado em August 18, 2025

“Um país que não nutre o cérebro inquieto da sociedade aceita o fracasso como inevitável e o atraso como destino.” Bruno Gonçalves, Investigador no IST e Presidente do IPFN


Num momento em que milhares de jovens aguardam os resultados do acesso ao ensino superior, Bruno Gonçalves desafia-nos a repensar o papel da universidade. Não basta formar profissionais para o mercado de trabalho. A universidade deve ser o cérebro inquieto da sociedade — um espaço de inovação, pensamento crítico e aconselhamento público.

O autor alerta para a visão redutora que limita a universidade à formação técnica, ignorando o seu papel na produção de conhecimento disruptivo, essencial para enfrentar desafios como pandemias, inteligência artificial ou transições tecnológicas. Sublinha que a ciência fundamental e a investigação universitária continuam subfinanciadas, apesar de serem motores de inovação.

Critica também a dependência de consultoras externas para definir políticas públicas, quando o conhecimento está nas universidades. E aponta o erro de esperar que estas prestem apoio técnico gratuito ao setor privado, desvalorizando o seu verdadeiro potencial estratégico.

A mensagem é clara: sem investimento sério em ciência e ensino superior, Portugal compromete o seu futuro. A universidade deve sair do laboratório, comunicar com a sociedade e ser uma bússola ética e técnica num mundo em constante mudança.

Artigo completo no Expresso