
10 perguntas a Ricardo Ramos
Ricardo Ramos tirou o curso de Engenharia e Gestão Industrial (licenciatura e mestrado) em 2018.
No terceiro ano do curso criou a marca futah®, marca onde trabalha há dez anos.
Desde pequeno que é atleta federado em ténis e futebol, e no ténis continua a competir a nível nacional e internacional.
Porquê o Técnico?
Porque considero que é a melhor Faculdade do país.
Pode falar-nos um pouco dos seus estudos no Técnico?
Estive os primeiros três anos em Engenharia Eletrotécnica, na Alameda, mas nunca me cheguei a adaptar. Em boa hora mudei para Engenharia e Gestão Industrial, no Taguspark, onde fiz Licenciatura e Mestrado, que concluí em 2018.
Pode falar-nos um pouco sobre o início do seu percurso profissional?
Criei a marca futah® em conjunto com as minhas primas Mariana e Catarina, enquanto ainda era estudante do terceiro ano. Por isso fui trabalhador/estudante desde cedo, sempre quis ser eu a criar o meu próprio emprego. Felizmente a marca tem crescido até ao dia de hoje e quando acabei o Técnico o meu percurso foi natural, continuei a trabalhar no desenvolvimento da futah®.
Fale-nos um pouco sobre o trabalho que está a desenvolver atualmente.
A futah® está quase a fazer 10 anos de vida, e o trabalho que vou desenvolvendo está de acordo com o crescimento da marca.
Criar uma marca do zero traz vários desafios, muitas vezes inesperados e onde é preciso uma grande capacidade de adaptação.
Começamos a fazer de tudo: já fui web-designer, fotógrafo, estafeta, carpinteiro, operador logístico, vendedor de loja, realizador de filmes, e tudo o que foi preciso para fazer crescer uma marca de raíz.
Com o tempo, vamos ganhando experiência e conhecimento. Vão-se criando automatismos, uns de forma natural e outros pensados para facilitar o trabalho da nossa equipa, que trazem organização e melhoram a tão falada eficiência (muito abordada no meu curso), que é determinante para o sucesso de uma pequena empresa como a nossa. Passados 10 anos, a equipa foi crescendo e hoje temos já 3 lojas próprias em Portugal (Lisboa e Porto), uma rede considerável de revendedores e alguns distribuidores internacionais. Esse deverá continuar a ser o caminho nos próximos anos: a internacionalização da marca.
Hoje em dia, o meu trabalho concentra-se mais no Marketing e Criatividade da marca. Para além disto, também trabalho os temas da Logística, Produção, e o chamado IT com tudo o que é tecnologia.
Ainda assim, enquanto fundadores da marca (as minhas primas e eu) é inevitável sentirmo-nos responsáveis por tudo o que acontece na empresa, e por isso todos ajudamos em tudo, sempre que é preciso.
Atualmente, como é um dia típico para si?
Acordar antes das 7h, ir para o treino de ténis (desporto no qual compito), e começar a manhã a resolver problemas do dia-a-dia, muitas vezes com visitas ao armazém ou às lojas. Depois, sentar-me ao computador a fazer mais trabalho de "escritório", com reuniões e vídeo-conferências. Na realidade, os dias costumam ser mais atípicos do que típicos. Mas graças à tecnologia, agora um telefone faz quase tudo o que um computador faz. Por isso podemos estar sempre ligados, seja onde for!
O que o faz ter orgulho em ser um alumnus do Técnico?
Saber que consegui completar o objetivo a que me propus de ser Engenheiro do Técnico. Foi muito difícil para mim e, apesar de não ter sido um excelente estudante na faculdade, acredito que é um selo de qualidade e uma prova de superação para qualquer pessoa.
Como dizia o Professor Viriato Semião nas aulas de Termodinâmica: "pelo menos comigo sei que passaram as passas do Algarve."
Que conselhos daria aos estudantes atuais?
Sigam as vossas paixões, mantenham a humildade e a curiosidade para descobrir coisas novas, e não tenham medo de arriscar.
Como dizia Confúcio: "Escolhe um trabalho de que gostes e não terás de trabalhar nem um dia na tua vida."
Que palavra ou frase usaria para descrever os alumni do Técnico?
Credibilidade.
De que mais se orgulha na sua vida?
Da minha família.
Tem uma citação ou frase favorita?
"Só sei que nada sei."
