10 perguntas a José Pascoal

Publicado em April 17, 2023

José Pascoal licenciu-se em Engenharia Electrotécnica e de Computadores, ramo de Telecomunicações em 1993.José Pascoal licenciou-se em Engenharia Electrotécnica e Computadores, ramo das Telecomunicações em 1993.
Em 2013, recebeu o prémio Cable Europe Fellow Award em reconhecimento da sua dedicação, talento, excelência consistente, e contribuições para a indústria de cabo. 

Porquê o Técnico?
Foi uma decisão “automática” no sentido que na altura pensar numa escola para fazer um curso de engenharia, não consideraria outras opções.

O que mais leva dos seus tempos de Técnico, nas aulas ou fora delas?
Mais do que a parte académica, toda a vivencia que tive e as amizades que criei para a vida inclusive com alguns professores.

Em que atividades extra-curriculares esteve envolvido?
Na altura (88 a 93) juntamente com mais 3 colegas lançamos o grupo de ação social GasIST (inspirado no GasUC da Carólica) com diversos espaços de intervenção (vistas a presos na EPL, apoio a crianças carenciadas num bairro desfavorecido junto às Olaiais). Vejo que tem uma página no FB mas não percebo que continua ativo.

No Técnico, teve alguma figura inspiradora? Quem e porquê?
O Professor Abreu Faro. Por vários motivos, mas principalmente pela alegria com que dava as aulas que era contagiante e por acima de tudo por acreditar nos alunos de uma forma genuína.

Qual é a sua melhor recordação do Técnico?
As amizades e a camaradagem (pelo menos na minha turma assim foi).

Quais têm sido os grandes desafios da sua carreira?
Num percurso profissional e sobretudo nas áreas de tecnologia, o mais desafiante é a necessidade e capacidade em manter-me atualizado e sempre a para das novidades, pois o ritmo a que tudo acontece é hoje em dia muito rápido. Se não existir essa capacidade a probabilidade de “obsolescência” é grande.

O que o faz ter orgulho em ser um alumnus do Técnico?
Pertencer a uma escola/família que continua a ser uma referência a todos os níveis.

Que conselhos daria aos estudantes atuais?
Que todo o esforço que um curso no IST implica, mas tarde vai seguramente dar frutos e será compensado/reconhecido embora haja sempre a sensação que durante o curso se ensinam matérias que aparentemente não serão necessários no futuro. Agora, a capacidade de pensar, sistematizar e a resiliência essas estão lá e são claramente ferramentas fundamentais quer no campo pessoal quer profissional.

Que conselhos daria às raparigas que estão a pensar em estudar STEM, particularmente no Técnico?
Que não hesitem por uma carreira nestas áreas pois tê-las na engenharia ajuda a trazer uma sensibilidade diferente e complementar a um mundo ainda com uma presença muito marcada por homens.

Que palavra ou frase usaria para descrever os alumni do Técnico?
Agradecidos.