Paulo Dimas: "Temos de ter leis para regular a inteligência artificial"

Publicado em May 17, 2023

Vice-presidente para a Inovação da tecnológica portuguesa Unbabel (membro da Comunidade IST Spin-Off), e líder do consórcio Centre for Responsible AI, elogia a capacidade dos sistemas de regulação já criados para o ChatGPT, mas reconhece as suas limitações.
Paulo Dimas, alumnus, explica ainda como as vantagens da IA superam os seus riscos.

Numa entrevista ao Diário de Notícias, Paulo Dimas compara o momento que estamos a viver de crescimento da IA com o surgimento da Web - "Quando a Web foi introduzida, em 1994/95, assistimos a um fenómeno que foi a passagem para os cidadãos comuns de tecnologia que tinha vindo a ser desenvolvida desde o final da década de 60, a internet."

 Realçando que a adoção da IA foi a adoção de um produto mais rápida alguma vez vista na história, Paulo Dimas não acha que isto seja apenas uma moda e que de facto estamos a dar um "salto que tem impacto fundamentalmente na forma como nós, seres humanos, desenvolvemos uma série de atividades". Além disso, o espetro abrangido pela IA é algo inesperado: "O que ninguém imaginava era que estes chatbots pudessem substituir um guionista, um argumentista, uma pessoa criativa ou um designer..."

Contudo, a questão fundamental que ainda não foi contemplada pela IA é ter o "preconceito dos humanos que os alinharam. É impossível fugir a isso, todos os humanos têm os seus preconceitos". A solução para este próximo problema passa por regular a IA e haver leis para a transparência na criação dos algoritmos assim como para o seu uso de informação.

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