“O maior património do Técnico não cabe em nenhum campus. Está nas pessoas.”

Published on May 18, 2026

No rescaldo do lançamento do Técnico Alumni Chapter de Amesterdão e com a Gala Solidária Técnico Alumni a realizar-se em breve, a Vice-Presidente do Técnico para os Assuntos Internacionais, Zita Martins, reflete sobre o papel da comunidade alumni na projeção global do Técnico e na construção de redes de colaboração.

“Há momentos que nos recordam aquilo que verdadeiramente sustenta uma grande instituição universitária. A abertura do novo Chapter de Amesterdão foi um desses momentos. Ver reunidas tantas pessoas, de diferentes gerações, percursos e áreas profissionais, todas ligadas pelo mesmo ponto de partida, é perceber que o Instituto Superior Técnico não se define apenas pelos seus edifícios, pelos seus laboratórios ou pelo prestígio académico que conquistou ao longo de quase 115 anos. Define-se, acima de tudo, pelas pessoas que por ele passaram e que continuam a levar consigo os seus valores para o mundo.

Vivi quase duas décadas fora de Portugal, e sei bem o que significa construir caminhos longe de casa. Em Leiden, nos Países Baixos, como noutros lugares onde trabalhei e colaborei, encontrei comunidades académicas vibrantes, onde o sentimento de pertença não termina no momento da graduação. Pelo contrário: fortalece-se com o tempo. As instituições científicas e universitárias que deixam marcas são aquelas que conseguem manter viva a ligação com quem nelas estudou e cresceu. Enquanto Vice-Presidente para os Assuntos Internacionais, vejo diariamente como estas ligações globais fortalecem o Técnico e ampliam a nossa capacidade de atrair talento, criar parcerias e projetar Portugal no mundo através da ciência e da engenharia.

Também sei que a distância pode reforçar a identidade. Muitas vezes, é ao representar Portugal lá fora que compreendemos ainda melhor o valor das nossas raízes académicas, culturais e emocionais. O Técnico acompanha-nos neste percurso. Está presente na forma como pensamos, como resolvemos problemas, como trabalhamos em equipa e como procuramos servir a sociedade com rigor e ambição. Os Técnico Alumni Chapters mostram precisamente isso: que o ADN Técnico circula em muitas geografias, em muitas línguas e em múltiplos percursos profissionais e pessoais. E mostra que há uma vontade genuína de continuar a construir em conjunto.

É, por isso, muito importante para o Técnico manter-se ligado aos seus alumni, que representam uma das maiores forças estratégicas de qualquer escola moderna. Mas esta relação não pode ser apenas simbólica ou nostálgica, deve ser ativa, dinâmica e recíproca. Os alumni têm muito para oferecer: experiência internacional, conhecimento acumulado, novas perspetivas, capacidade de mentoria, colaboração científica, apoio ao empreendedorismo e também uma voz crítica e construtiva sobre o futuro da escola. E o Técnico, por sua vez, deve continuar a ser um espaço de encontro, de pertença e de inspiração para todos aqueles que dele fazem parte ao longo da vida. 

Portanto, investir na relação com os alumni não é olhar para trás. É preparar o futuro. É criar oportunidades para os estudantes de hoje através do exemplo e do apoio de quem veio antes. É fortalecer redes internacionais. É promover solidariedade, através, por exemplo, do Fundo Solidário Técnico Alumni, garantindo que o talento encontra caminhos, independentemente da origem social ou da circunstância económica. É afirmar que o sucesso individual ganha ainda mais valor quando regressa à comunidade sob a forma de impacto coletivo.

O futuro das grandes instituições universitárias faz-se assim: com excelência académica, certamente, mas também com comunidade, visão e generosidade. E quando olhamos para a comunidade Técnico Alumni, cuja plataforma está prestes a alcançar 5000 membros, percebemos que o maior património do Técnico não cabe em nenhum campus. Está espalhado pelo mundo inteiro. Está nas pessoas.”

Junte-se à After Party Solidária e contribua para o Fundo Solidário Técnico Alumni.