10 perguntas a Filipe Richheimer

Published on February 13, 2023

Filipe Richheimer completou o Mestrado Integrado em Engenharia Física Tecnológica (MEFT) no Técnico em 2017. De seguida abraçou o desafio para um doutoramento em Engenharia dos Materiais, ao abrigo de uma bolsa "Marie Skłodowska-Curie PhD Fellowship", realizado no National Physical Laboratory (sedeado no Reino Unido) e afiliado à Universidade de Surrey.

Após terminar o doutoramento, permaneceu por um breve período no National Physical Laboratory, encontrando-se agora a trabalhar em Commercial & Consulting Services na IQVIA, em Portugal.

Porquê o Técnico?
Sobretudo pela reputação do mesmo e das daí resultantes perspetivas de evolução académica e saída profissional. No meu caso, em particular, queria tirar um curso na área da Física, sendo que o MEFT ia de encontro às minhas pretensões.

Pode falar-nos um pouco dos seus estudos no Técnico?
No MEFT os anos iniciais são bastante abrangentes, cobrindo as diversas áreas da Engenharia e da Física, proporcionando deste modo um sólido conhecimento das bases. Posteriormente segui o ramo de Engenharia com foco na área da Nanotecnologia, levando-me a fazer a tese no INESC-MN.

Como foi estudar no Técnico? 
Foi exigente, mas gratificante, muito também pelas amizades que se criaram pelo caminho.

O que mais leva dos seus tempos de Técnico, nas aulas ou fora delas?
As amizades criadas, a rede de contactos, pois foram muitas horas passadas em conjunto e que perduram.

Em que atividades extra-curriculares esteve envolvido(a)?
Tive a oportunidade de representar o Técnico no Campeonato Universitário de Surf, que na altura se realizou na Costa da Caparica.

Qual é o seu lugar preferido no Técnico e porquê?
A sala de estudo do Departamento de Física, pelas boas memórias e pelo elevado número de horas lá passadas.

Qual é a sua melhor recordação do Técnico?
Foi o momento da submissão da versão final da tese, após a prova oral. A sensação dividida, entre a alegria por ter terminado o curso e o vazio por ter abruptamente fechado este capítulo importante da vida, acaba por ser bastante única e marcante.

Que conselhos daria aos estudantes atuais?
Não ser um cavaleiro solitário, mas tentar logo de início arranjar um grupo de trabalho/estudo. Por um lado, apercebemo-nos que não somos os únicos que temos por vezes dificuldades e por outro facilita a aprendizagem uma vez que nos apoiamos mutuamente e complementamo-nos nos conhecimentos adquiridos. Desta forma também se solidificam amizades. 

Quais têm sido os grandes desafios da sua carreira?
Além do próprio curso no IST, certamente o meu doutoramento, pela exigência de assumir responsabilidade e autonomia pelo meu projeto de investigação, acrescido do mesmo ter sido realizado num país diferente e num ambiente desconhecido.

Quais são os seus planos para o futuro?
Continuar a evoluir e continuamente desafiar as minhas zonas de conforto a nível profissional, muito devido à capacidade (e o à-vontade) adquiridos no Técnico na abordagem de novos desafios e problemas. E claro, não descurar a minha vida pessoal, de forma a encontrar um equilíbrio de vida saudável.