10 perguntas a Tiago Godinho

Published on November 18, 2022

O Tiago Godinho é formado em Engenharia Biológica, pelo Técnico. Natural de Santarém, é casado e tem um filho.
Lidera atualmente o Digital Experience Lab da Nova SBE mas antes passou pelo mundo das startups, na Unbabel e na LOQR, e pela consultoria na EY, onde começou a sua carreira profissional.
O Tiago é um curioso por tecnologia, seguindo uma abordagem muito prática: "meter as mãos na massa" é uma dimensão muito importante para entender o potencial da tecnologia e do digital.

Porquê o Técnico?
O Técnico para mim acabou por ser um (feliz) acidente. Engenharia Biológica foi a minha segunda opção e percebi rapidamente que teria sido muito menos feliz no curso que achava que queria. O Técnico é uma escola exigente, mas deu-me muitas bases e muitas aprendizagens que ainda hoje me acompanham no meu dia-a-dia.

Pode falar-nos um pouco sobre o início do seu percurso profissional?
No final do curso, durante a minha tese de mestrado, percebi que gostaria de trabalhar em ambiente empresarial, o que me levou a candidatar-me a um conjunto de empresas que valorizam perfis de engenharia. Acabei por me juntar à EY, onde trabalhei 5 anos em consultoria de gestão.

Fale-nos um pouco sobre o trabalho que está a desenvolver atualmente.
Atualmente estou na Formação de Executivos da Nova SBE, onde sou responsável pela área de formação em transformação digital e tecnologias ao serviço do negócio. Crio e entrego programas de formação de executivos nestas áreas, e dinamizo um conjunto de iniciativas para executivos e para a comunidade da Nova SBE relacionadas com a literacia digital e a ciber literacia.

O que o faz ter orgulho em ser um alumnus do Técnico?
Sinto-me muito agradecido pelo tempo que passei no Técnico, pela exigência da escola e por todas as coisas que no Técnico pude fazer e ver. Os anos que passei no Técnico criaram um mindset de resolução de problemas que tem sido muito importante na minha vida. 

Que conselhos daria aos estudantes atuais?
Não sei se posso dar conselhos! Mas incentivá-los-ia a aproveitarem bem estes anos e a irem preparando o futuro que aí vem, participando em concursos e conferências e outros eventos, de maneira a verem outras coisas para além do que estudam, e irem trabalhando o seu networking.

Que conselhos daria aos estudantes do ensino secundário que estão a pensar em estudar STEM, particularmente no Técnico?
Diria que escolheram uma área importante, que tem cada vez maior procura, e que escolheram uma escola excelente. Aconselharia a experimentarem muito. A experimentação é um elemento fundamental da aprendizagem tecnológica. Quanto mais experimentarem, mais capazes serão de entender o mundo da tecnologia e do que esta pode fazer pelo mundo à nossa volta.

Que palavra ou frase usaria para descrever os alumni do Técnico?
Resiliência.

Pode falar-nos um pouco dos seus estudos no Técnico?
Não fui certamente dos alunos mais aplicados, mas aproveitei o mais que consegui esse tempo que por lá passei. Hoje dou muito valor a certas cadeiras que tive e que na altura foram muito desafiantes, como a programação, por exemplo.  

Quais têm sido os grandes desafios da sua carreira?
Talvez o da constante adaptação a desafios profissionais novos, o que tem implicado aprender e desenvolver competências novas pelo caminho.

Quais são os seus planos para o futuro?
Não tenho um grande plano. Quero continuar a aprender e crescer profissionalmente e ir interpretando o mundo à minha volta de maneira a afinar o papel que posso ter na construção do futuro.