10 perguntas a Eloísa Cepinha

Published on October 21, 2022

Eloísa Cepinha licenciou-se em Engenharia do Ambiente (pré-Bolonha) e fez um mestrado na mesma área, também no Técnico. É natural do Montijo, mas há 11 anos que se mudou para o Porto onde co-fundou uma agência de comunicação, a DUDE Creative Agency. A formação técnica de base em engenharia foi fundamental para esta busca de novas experiências e desafios, que a conduziram a um novo percurso pessoal e profissional.

Porquê o Técnico?
O Técnico era a faculdade de engenharia “referência”.
Os cursos tinham currículos excelentes e diversificados, o corpo docente era reconhecido e premiado em muitas áreas, o que naturalmente ainda era mais atrativo, pois queríamos aprender com os melhores!

Pode falar-nos um pouco dos seus estudos no Técnico?
Licenciei-me em Engenharia do Ambiente, com um trabalho final de curso na área da construção sustentável, tema que começava a ser muito falado nessa altura. Cerca de 2 anos mais tarde fiz também o mestrado nessa área já a trabalhar na área da consultoria ambiental.

Como foi estudar no Técnico? 
Foi um desafio, pelo grau de exigência em si. Vinha de fora de Lisboa, havia muita coisa nova e parecia que todos se enquadravam melhor naquele grande mundo. Havia algumas rivalidades (saudáveis sempre!) com outros cursos, por sermos um curso maioritariamente de mulheres, mas nunca sentimos qualquer diferença no tratamento. Pelo contrário, era um curso relativamente recente, com boas saídas profissionais, bons colegas e professores que apostavam muito em nós.

Pode falar-nos um pouco sobre o início do seu percurso profissional?
Entreguei a tese de licenciatura numa sexta-feira e comecei a trabalhar na segunda-feira seguinte! Era a concretização de um sonho. Comecei a trabalhar na área em que me formei, ligada à engenharia do ambiente e, como acontecia muito, passei para o lado da consultoria nesta área. Ao trabalhar com vários ambientes corporativos, foi nascendo o bichinho da comunicação, não bastava a componente da gestão estratégica, era preciso comunicar interna e externamente e foi uma área que me despertou interesse. Ao longo dos anos seguintes esta relação foi crescendo, investindo também na formação nesta área.

Fale-nos um pouco sobre o trabalho que está a desenvolver atualmente.
Depois de alguns anos a trabalhar na área da comunicação corporativa, um amigo desafiou-me a formar a DUDE Creative Agency, uma agência criativa que trabalha de forma integrada várias áreas da comunicação para empresas de diferentes setores.
Com o tempo, vamos ganhando experiência e conhecimento. Tem sido um desafio crescente, para onde veio também a componente de gestão de equipas e clientes, e que felizmente tem corrido muito bem. Trabalhamos com clientes das áreas da construção, indústria, moda, imobiliário, seguros, entre outras.

Quais têm sido os grandes desafios da sua carreira?
A capacidade de me reinventar, descobrir o que me faz feliz e lutar por isso. Apostei muito numa formação académica de engenharia e não era isso que me fazia feliz. Dediquei-me à comunicação corporativa, lancei novos projetos, trabalhava 16 horas por dia e sentia-me sempre esgotada e pouco reconhecida. Avancei para o meu próprio projeto e tive a sorte de encontrar um sócio e uma equipa que têm a mesma visão, mas é uma área com muita oferta, onde os resultados nem sempre são imediatos.

Atualmente, como é um dia típico para si?
Quase todos os dias acordo por volta das 6h para fazer uma pequena corrida ao ar livre, que me ajuda a organizar a mente e combater o sedentarismo de quem passa muito tempo sentada ao computador.
O dia é ocupado com a gestão da equipa, projetos e clientes, reuniões e produção de conteúdos. Pode parecer monótono mas há sempre surpresas e desafios a ultrapassar. O final do dia é ocupado com a família, procurando acompanhar com qualidade as conquistas do maior projeto de vida, o meu filho!

Quais são os seus planos para o futuro?
Profissionalmente, fazer crescer a empresa que dirijo, com os valores com que nos baseámos para começar. Persistência, humildade e muita vontade de “fazer acontecer”. Continuar a apostar na minha formação, nesta área estamos sempre a aprender e as tecnologias ajudam a que tudo mude muito depressa.
A nível pessoal, poder viajar mais, conhecer novas culturas e novos lugares. Todas as experiências pessoais são uma mais valia para o campo profissional também

O que o faz ter orgulho em ser alumna do Técnico?
Exercendo ou não a profissão para a qual me formei, com maiores ou menores dificuldades em diferentes etapas, será sempre um motivo de orgulho ter estudado no Técnico, ter vivido todas as experiências, assistir aos foguetes do Sr. Carvalhosa, participar nos arraiais, e manter amizades para a vida. O Técnico é muito mais que uma faculdade.

Que conselhos daria aos estudantes atuais?
Mais do que a nota final de curso, vivam a experiência como um todo. Vivam o ambiente extra currículo, procurem fazer parte das atividades da faculdade, interajam com o corpo docente para integrar projetos desafiantes. Estudem bem o currículo para perceber onde reside a vossa paixão e apostem a valer nessa área, muitas vezes não é naquela cadeira à qual se tem melhor nota!