
10 perguntas a João Santos
O João Santos tirou o curso em Engenharia Electrotécnica e de Computadores em 2007. Atualmente é Solution Architect na Ericsson e Presidente do Técnico Futebol Clube.
Porquê o Técnico?
Porque tinha alguns familiares e amigos que me transmitiram algumas ideias sobre a evolução do mercado de trabalho e fiquei com a noção da elevada taxa de empregabilidade do meu curso, assim como a diversidade de saídas profissionais.
Pode falar-nos um pouco dos seus estudos no Técnico?
Ao inicio, foi um processo de adaptação árduo, com um grau de dificuldade e uma exigência muito maior do que tinha sido o meu percurso até lá entrar. Depois do 2º ano pensei em desistir ou mudar de curso, mas felizmente encontrei o equilíbrio necessário para continuar.
O que mais leva dos seus tempos de Técnico, nas aulas ou fora delas?
Levo mais o que acabei por viver fora de aulas, até porque honestamente, houve uma fase em que me adaptei a estudar e trabalhar em grupo fora das aulas e depois também a entrada na equipa de futebol que vivi intensamente no período estudantil.
Qual foi a melhor parte do seu curso? E a mais desafiante?
A melhor parte foi a partir do 2º ano em que encontrei o equilíbrio e o método para estudar e fazer as cadeiras que tinham ficado para trás. O mais desafiante foram os últimos anos em que comecei a trabalhar (na minha atual empresa como estagiário) e ainda tinha que ir todas as noites para a torre de electro para fazer o trabalho final de curso.
Em que atividades extra curriculares esteve envolvido?
Entrei na equipa de futebol de 11 universitária (à 2a tentativa) e isso mudou a minha vida pelo sentimento de pertença ao Instituto Superior Técnico e uma forte razão para continuar a lutar pelos meus objetivos. Essa forte vivência deu, mais tarde, origem à criação do Técnico Futebol Clube, um projeto integrador que junta diferentes gerações e será uma referência nacional na conjugação do sucesso académico e desportivo.
No Técnico, teve alguma figura inspiradora? Quem e porquê?
Sim, o Professor António Victor Anunciada que nos orientou no trabalho final de curso, e com quem tínhamos diversas noites de discussões técnicas mas também de temas da sociedade. Durante esse tempo, o professor lutava contra um cancro mas nunca deixou de nos ajudar, até a doença o ter levado.
Pode falar-nos um pouco sobre o início do seu percurso profissional?
Iniciei a minha carreira na Ericsson no Departamento de Network Technology and Consulting e no fim de um ano fui convidado a ir para um projeto em Angola. Consegui aos poucos adquirir competências e trabalhar em diversos projetos de vários países na área de Digital Services, Core & Cloud.
Qual foi a decisão mais difícil que alguma vez teve de tomar?
Aceitar o desafio profissional e partir para fora do meu país e da minha zona de conforto, deixando amigos e família por tempo incerto.
Quais têm sido os grandes desafios da sua carreira?
Lidar com a rapidez da evolução tecnológica. É necessário estudo diário para consolidar o conhecimento e apreender novos conceitos, novas arquiteturas de rede e acompanhamento de novas soluções no mundo das telecomunicações.
De que mais se orgulha na sua vida?
De ter a minha estabilidade familiar com a minha esposa e os meus 2 filhos e acompanhar o seu crescimento diariamente e depois por ter sido um dos fundadores e atualmente Presidente do Técnico Futebol Clube (que na prática é o meu terceiro filho). O Técnico fará sempre parte da minha vida e tenho a missão de retribuir por tudo o que me proporcionou.
